Cão, melhor amigo até na luta pela paz no Rio

Quando o Rio parou por cerca de dez horas para assistir ao drama da técnica em radiologia Cristina Ribeiro — sequestrada com 40 passageiros da linha 499 (Cabuçu-Central), em 2006, na Via Dutra, pelo ex-marido, o camelô André Luís Ribeiro da Silva — eles estavam lá para garantir que tudo terminaria de forma pacífica. Integrantes da Unidade de Intervenção Tática da Polícia Militar, quatro PMs da Companhia Independente de Policiamento com Cães estão entre os vencedores da primeira edição do Prêmio Polícia Cidadã.

A premiação incentiva ações que reduzem a violência, valorizando a vida humana e a do profissional de polícia. Para o júri, composto por policiais civis e militares e representantes da sociedade civil, a atuação do capitão Vitor Batista do Valle, do 2 sargento Odimar Santos Ribeiro, do cabo Fábio Passos Zomer de Oliveira e do soldado Marcelo Reis Belém foi um dos bons exemplos de 2008 no estado do Rio.

Os PMs usam os cães como ferramenta para a resolução de casos considerados críticos. A estratégia visa diminuir os riscos para as vítimas e a letalidade durante as ações. No sequestro do 499, todas as vidas foram preservadas.

— O prêmio é uma forma de incentivar outras ações que reduzam a violência — acredita o capitão Vitor, que fez curso de aperfeiçoamento em São Paulo.

O oficial, de 31 anos, está há 12 na Polícia Militar do Rio. Para ele, o reconhecimento do prêmio ratifica o da corporação com relação ao trabalho da unidade:

— Sempre tive oportunidade de realizar este trabalho, desde que entrei para a polícia. E de praticar o que aprendi na corporação como sendo o correto.

O Polícia Cidadã foi organizado pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec), da Universidade Cândido Mendes, com patrocínio da Fundação Ford.

Na delegacia da Gávea, integração e boas ideias

Na 15 DP (Gávea), os policiais que trabalham com a delegada Barbara Lomba Bueno sabem, um ano antes, quando vão poder tirar férias. Este nível de organização foi alcançado com um modelo de gestão que valoriza a equipe, que se reúne todos os meses para um bate-papo, no qual boas ideias são sempre bem-vindas, independentemente da função que o policial exerça.

— Numa destas reuniões, um policial deu ideia de fazermos um vídeo mostrando o trabalho da equipe, para exibirmos a quem aguarda o atendimento na delegacia — explica Barbara.

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